Você está no carro com a sua namorada, em um lugar tranquilo e afastado da cidade, onde não vão ser interrompidos, uma música tranquila toca no rádio, as coisas começam a esquentar e então a música é interrompida pela notícia de que um assassino escapou da prisão ali perto, também dizem que o mesmo porta um gancho em sua mão. O lugar tranquilo deixa de ser tão tranquilo, a noite se torna mais escura, o barulho do vento fica mais alto, a música volta a tocar, mas o clima sumiu, o carro até então quente se torna frio e todas as sombras ao redor ficam aterrorizantes. Vocês decidem voltar para a casa.
Como um verdadeiro cavalheiro você deixa sua namorada na porta de sua casa, algumas risadas sobre como vocês tiveram medo de uma história boba no rádio, um beijo de boa noite e você está pronto pra ir, mas assim que liga o carro escuta o grito da sua amada, seu instinto te faz pular para fora do carro e encontra sua namorada assustada apontando para o teto do seu carro, seus olhos seguem o dedo dela, então você vê, um gancho ensaguentado cravado no seu teto, ao invés de ficar assustado você se sente aliviado por ter ficado com medo e saído de lá o mais rápido possível.

(Imagem do filme Candyman)

(Imagem do filme Candyman)

 

Essa é uma das versões da história do Hook-man ou homem gancho, uma lenda urbana estadunidense da década de 60, criada principalmente para assustar jovens enamorados que decidiam passar uma noite nos lugares mais afastados da cidade. Muitos folcloristas interpretam o nascimento dessa lenda seguindo essa linha de pensamento, uma lenda criada para ensinar que sexo é ruim e os garotos e garotas que fizerem isso serão punidas.

A imagem do Hook-man foi muito explorada em diversas mídias principalmente no cinema, quem não se lembra de “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado” ou “Candyman”, são ótimos exemplos de como a lenda pode ser mudada mas o terror do Hook-man prevalece.

Então lembre-se crianças, quando forem “Dar uns pegas” tenham certeza de que não há um assassino a solta.