-Eu te desafio!
Disse a garota dos olhos verdes, todas as outras meninas te encaram, olhos curiosos para saber o que você responderá. Você não pensa duas vezes, sempre fora a mais corajosa do grupo, não ia temer um brincadeira boba.
Todas se levantam, rindo e fazendo sons de fantasmas, uma ou outra dizem para vocês não brincarem com isso, mas você não da bola, sengue o corredor em direção ao banheiro, com a cabeça erguida e decidida a levar isso até o fim abre a porta do banheiro de uma vez, azulejos e pia brancos, uma banheiro no final e pequenos enfeites na parede terminam a decoração do local. Antes de entrar você se vira e pergunta:
-Só preciso dar três descargas, três palavrões e apagar e acender a luz três vezes certo?
-Certo! As garotas dizem em coro.
Você entra, fecha a porta, mas recua antes da sua mão encontrar o trinco, assim está bom, pensa consigo mesma, você se aproxima do vaso sanitário. Aperta a descarga uma vez e solta um palavrão, aperta uma segunda e outro palavrão, finalmente a terceira e um ultimo palavrão.
-Pronto, só faltam as luzes.
Você chega ao interruptor, desliga uma vez e um calafrio desce por sua espinha, você liga, se sente boba por estar com medo, balança a cabeça e desliga mais uma vez, o calafrio volta, mas com uma sensação terrível de alguém atrás você, quando volta a ligar, está sozinha no banheiro e pode escutar os gritos lá fora de “Só falta mais um”. Decide então terminar o que começou.
Um último click, nenhuma sensação, quando liga a luz se sente orgulhosa pelo fato e abre a porta, mas não consegue, você grita para que suas amigas parem de graça e deixem você sair mas não recebe um “A” em resposta, ao invés disso escuta um gruindo ao se virar, você a vê alta, loira, com um belo vestido branco os olhos tampados por faixas e sangue escorrendo pelo pescoço. Você sabe o que vem agora, então feche os olhos e reze para ser rápido.
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Loira do banheiro ou Maria Sangrenta(dependo de que parte do país) é uma lenda urbana muitíssimo conhecida, principalmente nas escolas onde a “aparição” da tal moça é mais frequente, afinal toda a escola foi construída em cima de uma cemitério indígena não é? Mas o que isso tem haver com uma loira ninguém sabe.
A lenda toma muitas formas, ás vezes é uma garota que morreu na escola, aluna, professora, diretora, outras que era uma noiva a caminho do casamento, mas o que todas têm em comum é o fato de que todas morreram por causa de um coração partido/amor proibido.
Mas essa é a versão tupiniquim da história, a lenda “mãe” originária do Estados Unidos, tem um tom muito mais vingativo, Bloody Mary como é conhecida, foi uma bela garota(loira) que conquistava os corações por onde passava, mas uma vez, um jovem cirurgião se apaixonou e esse foi o começo do fim para Mary. O jovem se tornara obcecado, Mary se esquivava de todas as investidas, mas uma noite cansado de não ter o amor correspondido o jovem foi até a casa de Mary, se esgueirou para dentro e se escondeu nas sombras, quando Mary chegou em casa, o jovem saltou do seu esconderijo e se confessou para Mary, só para ser recusado mais uma vez, só que está seria a última. Puxando um bisturi que trazia consigo desferiu golpes e golpes na jovem, seu erro foi não conferir que a mesma estava morta, usando suas ultimas forças Mary, usando seu próprio sangue, tenta escrever o nome do seu carrasco no enorme espelho que tinha em sua sala, mas as forças duraram pouco e apenas a inicial do culpado fora escrita e assim Mary está presa em nosso mundo, pois seu assassinato nunca será vingando e portanto ela nunca terá a paz.

Essa foi a lenda urbana da semana, espero que tenham gostado e lembrem-se: Nunca, jamais, chamem algo que você não possa controlar e se você pode, talvez apareça aqui um dia.